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Meu repertório técnico e como escolho a stack de cada produto

Um mapa completo de backend, web, dados, arquitetura, plataforma, games, integrações e agentes, sempre conectado ao problema que precisa ser resolvido.

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Tecnologia só gera valor quando combina com o produto, a equipe e a operação. Este material reúne as frentes em que trabalho e explica como transformo repertório técnico em escolhas sustentáveis.

A stack começa pelo contexto, não pela tendência

Antes de escolher qualquer ferramenta, observo o estágio do produto, o domínio, a experiência da equipe, o orçamento, os requisitos de segurança, o volume esperado e quem dará continuidade ao sistema.

Prefiro uma base compreensível e bem documentada. Uma tecnologia nova entra quando melhora de verdade a entrega, a operação ou a experiência, e não apenas porque está em evidência.

  • Capacidade e experiência da equipe.
  • Custo de infraestrutura e operação.
  • Segurança, privacidade e criticidade dos dados.
  • Previsibilidade de manutenção e contratação.
  • Integração com sistemas existentes.

Backend, serviços e APIs

Trabalho com diferentes ecossistemas de backend para construir APIs, serviços transacionais, integrações, painéis operacionais e produtos SaaS. Node.js e NestJS são frequentes, mas Ruby on Rails, Python, Java, .NET e PHP continuam sendo escolhas importantes quando o contexto favorece seus ecossistemas.

Também defino contratos REST, GraphQL ou gRPC, autenticação, autorização, filas, tarefas assíncronas e limites entre módulos. A linguagem é uma parte da solução; clareza de domínio e operação confiável pesam tanto quanto ela.

  • Node.js, TypeScript, NestJS e Express.
  • Python, Django e FastAPI.
  • Ruby e Ruby on Rails.
  • Java e Spring Boot.
  • C# e .NET.
  • PHP e Laravel.
  • REST APIs, GraphQL e gRPC.
  • OAuth, autenticação e controle de acesso.

Frontend e produtos web

Em produtos web, uso Next.js, React e TypeScript para criar interfaces responsivas, integrações com APIs e jornadas que continuem claras conforme o produto cresce. Renderização, estado e formulários são escolhidos de acordo com a experiência esperada, o SEO e o perfil da aplicação.

A base inclui acessibilidade, validação, desempenho, componentes reutilizáveis e testes de jornada. O objetivo não é apenas montar telas, mas criar um produto que possa ser compreendido, mantido e usado com segurança.

  • Next.js, React e TypeScript.
  • Tailwind CSS e Shadcn UI.
  • Redux e React Query.
  • React Hook Form e Zod.
  • SSR, ISR e aplicações SPA.
  • Acessibilidade e interfaces responsivas.
  • Vite e organização de frontends.
  • Playwright para jornadas críticas.

Dados, cache, busca e Business Intelligence

Uso bancos relacionais quando consistência e consulta estruturada são centrais, e componentes especializados quando cache, documentos, busca ou análise pedem outro formato. Modelagem, índices, migrações, retenção e recuperação fazem parte da decisão.

Para análise, trabalho com SQL, Power BI e modelos que transformam dados operacionais em indicadores compreensíveis. O valor aparece quando a empresa consegue responder perguntas e tomar decisões, não quando apenas acumula informação.

  • PostgreSQL, MySQL e SQLite.
  • SQL Server e Oracle Database.
  • MongoDB e Elasticsearch.
  • Redis para cache, filas e estado temporário.
  • Modelagem, índices, migrações e consultas.
  • SQL, Power BI, Power Query e DAX.
  • Dashboards e indicadores de negócio.
  • Backups, retenção e recuperação.

Arquitetura para evoluir sem perder o controle

Escolho a arquitetura de acordo com o domínio, o risco e a capacidade da equipe. Um monólito modular bem definido costuma ser uma fundação melhor do que serviços distribuídos antes da hora; microserviços entram quando limites, escala e autonomia operacional realmente justificam essa separação.

Padrões ajudam a organizar decisões, mas não substituem entendimento. Clean Architecture, DDD, arquitetura hexagonal, eventos e CQRS são aplicados na medida em que reduzem acoplamento e tornam responsabilidades mais explícitas.

  • Clean Architecture e arquitetura hexagonal.
  • Domain Driven Design.
  • Monólito modular e microserviços.
  • Arquitetura orientada a eventos.
  • CQRS e Repository Pattern.
  • SOLID e Clean Code.
  • Contratos entre módulos e serviços.
  • ADRs para registrar decisões importantes.

Cloud, plataforma, entrega e operação

Cuido da fundação que leva o software até produção e o mantém observável. Isso envolve servidores Linux, containers, redes, proxy, certificados, pipelines, registros de artefatos, monitoramento, logs, backups e controles proporcionais à criticidade do serviço.

Trabalho com cloud pública e VPS quando fazem sentido para custo, disponibilidade e controle. Harness nesta frente significa a plataforma de CI/CD; ela é diferente de Harness Engineering, que aparece no método de trabalho.

  • Linux, Ubuntu, Debian e administração por SSH.
  • Docker, Docker Compose e Kubernetes.
  • NGINX, Traefik, HAProxy e PM2.
  • AWS, Azure, Google Cloud e Oracle Cloud.
  • Cloudflare, DNS, SSL, VPN e reverse proxy.
  • Terraform, Ansible e infraestrutura reproduzível.
  • GitHub Actions, GitLab CI, Jenkins e Harness CI/CD.
  • Prometheus, Grafana, Loki, alertas e observabilidade.
  • Registries, backups, Fail2Ban e recuperação.

Games, 3D e experiências interativas

Também desenvolvo experiências interativas para navegador, comunidades e plataformas de jogos. Essa frente reúne lógica de gameplay, interfaces, sincronização de sessão, assets, desempenho e integração com serviços externos.

Phaser e Three.js atendem experiências web; Unity, Unreal Engine e Godot cobrem produtos que pedem engines completas. O Discord Activities SDK permite criar experiências sociais executadas dentro do contexto de um servidor, como jogos e sessões compartilhadas.

  • Unity, Unreal Engine e Godot.
  • Phaser e Three.js para experiências web.
  • Discord Activities SDK.
  • C#, C++ e Lua.
  • Spritesheets e experiências 2D ou 2.5D.
  • Blender e pipeline de assets 3D.
  • Sessões sociais e sincronização de estado.
  • Desempenho e carregamento progressivo de assets.

Plataformas de negócio e integrações

Nem todo problema pede um sistema criado do zero. Muitas vezes o melhor resultado vem de configurar uma plataforma madura, integrar dados e adaptar o fluxo ao modo como a empresa trabalha.

Atuo com atendimento, CRM, ERP, pagamentos, WhatsApp e automação operacional. A implementação inclui credenciais, webhooks, filas, regras de acesso, auditoria e uma rotina de manutenção, não apenas a conexão inicial.

  • Chatwoot e fluxos de atendimento.
  • Odoo, CRM e ERP.
  • Stripe e Mercado Pago.
  • Evolution API e WAHA.
  • WhatsApp Cloud API.
  • OAuth e integrações autenticadas.
  • n8n, webhooks e automações operacionais.
  • Painéis, filas e sincronização entre sistemas.

IA e agentes com harness para automações internas

Para automações internas, construo agentes com harness: uma camada controlada ao redor do modelo que define contexto, memória, ferramentas permitidas, permissões, limites de execução, avaliações, logs, checkpoints e momentos de aprovação humana.

Esses agentes podem consultar sistemas internos, classificar solicitações, preparar respostas, gerar relatórios, atualizar CRM ou ERP e acionar workflows. Eles não recebem acesso irrestrito; cada capacidade é exposta como uma ferramenta auditável, com escopo e responsabilidade definidos.

Quando o processo é previsível, uso um workflow determinístico, muitas vezes com n8n. O agente entra quando interpretação e flexibilidade geram valor suficiente. RAG, MCP e catálogos de ferramentas ajudam a conectar conhecimento e ações sem esconder a origem dos dados.

  • OpenAI, Anthropic e modelos adequados à tarefa.
  • RAG e recuperação de conhecimento interno.
  • MCP e catálogos de ferramentas.
  • Memória e contexto controlados.
  • Permissões mínimas e limites de execução.
  • Avaliações, tracing, logs e observabilidade.
  • Checkpoints, handoffs e aprovação humana.
  • n8n para fluxos determinísticos e integração.

Método, qualidade e ferramentas de entrega

Especificações, registros de decisão, testes, revisão de código, documentação e observabilidade determinam quanto uma equipe consegue evoluir com segurança. Por isso, método também faz parte do meu repertório técnico.

Uso SDD para transformar intenção em critérios verificáveis, Context Engineering para organizar o que pessoas e agentes precisam saber, Loop Engineering para encurtar ciclos de implementação e avaliação, e Harness Engineering para criar limites, ferramentas e feedback confiáveis ao redor da execução assistida por IA.

  • Spec Driven Development.
  • Harness Engineering.
  • Loop Engineering e Context Engineering.
  • Code review e documentação técnica.
  • Testes automatizados e Playwright.
  • Git, GitHub e GitLab.
  • Monorepos, Turborepo e pnpm.
  • ADRs, observabilidade e critérios de aceite.

Como esse repertório chega ao cliente

Mapeio o que já existe antes de propor substituições. Muitas vezes o caminho de maior valor é estabilizar a base atual, melhorar visibilidade, documentar decisões e resolver integrações prioritárias.

Quando um produto começa do zero, escolho uma fundação simples o bastante para o momento e preparada para crescer com evidências. A stack deve aumentar a autonomia da empresa, aproximar tecnologia do negócio e permitir que outras pessoas deem continuidade ao trabalho.

Fontes e leituras relacionadas

Este material apresenta minha forma de trabalhar e tem caráter educativo. A solução adequada depende do contexto, dos riscos e das responsabilidades de cada projeto.

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